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Trump Aprofunda Intervenção na América Latina Após Prisão de Maduro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificará sua intervenção nos países da América Latina após a operação militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro, ocorrida no último sábado (3/1). As ações do mandatário americano, no entanto, não seguirão um padrão único, uma vez que cada nação possui diferentes pesos globais e contextos internos.
Em entrevista à BBC News Brasil, Erick Langer, professor de história da Universidade de Georgetown, destacou que a estratégia de Trump visa criar uma "colônia econômica na Venezuela", centrada na exploração de petróleo por empresas norte-americanas.
Langer sugere que a operação que levou à detenção de Maduro contou com o apoio de membros da cúpula chavista, incluindo Delcy Rodríguez, que foi nomeada presidente interina da Venezuela. O professor acredita que houve um acordo entre Rodríguez e Diosdado Cabello, um dos líderes do chavismo, que resultou na traição a Maduro em prol de uma nova aliança de poder.
Contrapõe-se a essa dinâmica a figura de María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, que, segundo Langer, não é vista com bons olhos por Trump. “Ele não quer a María Corina porque ela não é tão manipulável como Delcy Rodríguez, apesar de ambas quererem abrir o mercado para empresas de petróleo estrangeiras”, afirmou.
Além disso, Langer aponta que Trump deverá pressionar o México para evitar que o país auxilie Cuba, com o objetivo de estrangular ainda mais a economia cubana. O professor conclui que o presidente dos EUA busca dominar todo "o hemisfério americano" e pretende influenciar as eleições presidenciais brasileiras neste ano, destacando um panorama de crescente interferência política e econômica dos Estados Unidos na região.
Foto: divulgação via BBC